Dica do autor: A intubação orotraqueal em paciente com suspeita de lesão cervical deve ser realizada com o objetivo de minimizar a movimentação da coluna cervical, prevenindo agravamento de possível lesão medular. Nesses casos, aplica-se o princípio da estabilização manual em linha (manual in-line stabilization – MILS).
A técnica adequada envolve:
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Realização do procedimento por dois profissionais.
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Remoção apenas da porção anterior do colar cervical, para permitir abertura adequada da boca e manipulação da via aérea.
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Manutenção da estabilização manual da cabeça e do pescoço por um segundo profissional, mantendo alinhamento neutro.
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Evitar flexão, extensão ou rotação cervical durante a laringoscopia.
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Após a intubação e fixação do tubo, recolocar a parte anterior do colar.
A manobra de Sellick (pressão cricoide) não substitui a estabilização cervical e não é o foco principal na proteção da coluna nesse contexto.
Alternativa A: CORRETA. A intubação deve ser realizada idealmente com dois profissionais: um mantém estabilização manual da coluna cervical, enquanto o outro realiza a intubação, removendo apenas a parte anterior do colar cervical.
Alternativa B: INCORRETA. Não se deve remover completamente o colar cervical; apenas a parte anterior é retirada, mantendo estabilização manual.
Alternativa C: INCORRETA. A manobra de Sellick não substitui a estabilização cervical e não é o elemento central da técnica nesse cenário.
Alternativa D: INCORRETA. A realização por apenas um profissional mantendo o colar não garante estabilização adequada durante a laringoscopia.
Alternativa E: INCORRETA. A retirada total do colar cervical não é recomendada; deve-se remover apenas a porção anterior, mantendo estabilização manual.
Resposta: Alternativa A