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CID G83: Outras síndromes paralíticas

G830
Diplegia dos membros superiores
G831
Monoplegia do membro inferior
G832
Monoplegia do membro superior
G833
Monoplegia não especificada
G834
Síndrome da cauda eqüina
G838
Outras síndromes paralíticas especificadas
G839
Síndrome paralítica não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria G83 da CID-10 engloba uma variedade de transtornos paralíticos que não se enquadram em classificações mais específicas, como síndromes paralíticas resultantes de lesões do sistema nervoso central ou periférico. Esses transtornos são caracterizados por perda ou comprometimento da função motora, podendo afetar membros superiores, inferiores ou ambos, e frequentemente estão associados a condições como acidente vascular cerebral, traumatismos medulares ou doenças neuromusculares. A fisiopatologia envolve interrupções nas vias motoras, levando a paralisias flácidas ou espásticas, dependendo da localização da lesão. Epidemiologicamente, são prevalentes em populações com comorbidades neurológicas, impactando significativamente a qualidade de vida e requerendo abordagem multidisciplinar.

Descrição clínica

Os transtornos paralíticos nesta categoria manifestam-se como déficits motores variados, incluindo hemiplegia, paraplegia ou tetraplegia, com características flácidas ou espásticas. A apresentação clínica depende da etiologia subjacente, podendo incluir fraqueza muscular, perda de tônus, reflexos anormais e alterações sensoriais. Complicações como contraturas, úlceras de pressão e disfunções autonômicas são comuns, exigindo monitoramento contínuo.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui fraqueza muscular assimétrica ou simétrica, dependendo da lesão; espasticidade ou flacidez; alterações nos reflexos tendinosos; e possíveis disfunções autonômicas (ex.: incontinência). Sintomas associados podem ser dor neuropática, fadiga e limitações funcionais.

Complicações possíveis

Contraturas musculares

Encurtamento permanente de músculos devido à espasticidade ou imobilidade.

Úlceras de pressão

Lesões cutâneas por pressão prolongada, com risco de infecção.

Disfunções autonômicas

Alterações no controle da bexiga, intestino ou pressão arterial.

Trombose venosa profunda

Risco aumentado devido à imobilidade.

Depressão e ansiedade

Impacto psicológico da incapacidade física.

Epidemiologia

A prevalência é influenciada por condições subjacentes; por exemplo, traumatismos e AVC são causas comuns. Dados globais indicam que síndromes paralíticas afetam milhões, com maior incidência em idosos e populações com fatores de risco vascular.

Prognóstico

O prognóstico varia conforme a etiologia, extensão da lesão e intervenções precoces. Paralisias por causas agudas (ex.: AVC) podem ter recuperação parcial com reabilitação, enquanto doenças degenerativas tendem a progressão. Fatores como idade, comorbidades e adesão ao tratamento influenciam os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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