Consulte o CID10 - Sanar Pós

CID G82: Paraplegia e tetraplegia

G820
Paraplegia flácida
G821
Paraplegia espástica
G822
Paraplegia não especificada
G823
Tetraplegia flácida
G824
Tetraplegia espástica
G825
Tetraplegia não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A paraplegia e tetraplegia, classificadas sob o código G82 na CID-10, referem-se a condições neurológicas caracterizadas por perda parcial ou completa da função motora e/ou sensorial nos membros. A paraplegia envolve paralisia dos membros inferiores, frequentemente resultante de lesões medulares torácicas, lombares ou sacrais, enquanto a tetraplegia (ou quadriplegia) afeta todos os quatro membros, geralmente decorrente de lesões medulares cervicais. Essas condições podem ser espásticas ou flácidas, dependendo do nível e completude da lesão, e estão associadas a significativa morbidade, incluindo disfunções autonômicas, complicações musculoesqueléticas e impactos na qualidade de vida. Epidemiologicamente, as causas traumáticas, como acidentes de trânsito e quedas, predominam, mas etiologias não traumáticas, como tumores, doenças degenerativas e vasculares, também são relevantes, com variações regionais na incidência e prevalência.

Descrição clínica

A paraplegia manifesta-se como paralisia dos membros inferiores, podendo ser acompanhada de alterações sensoriais, disfunção vesical e intestinal, e espasticidade muscular. A tetraplegia envolve paralisia dos quatro membros, frequentemente com comprometimento respiratório em lesões cervicais altas. O quadro clínico varia conforme o nível da lesão medular: lesões completas resultam em perda total de movimento e sensibilidade abaixo do nível afetado, enquanto lesões incompletas podem preservar algumas funções. Complicações comuns inclúluiem úlceras de pressão, infecções urinárias, espasmos musculares, dor neuropática e disautonomias como hipotensão ortostática.

Quadro clínico

Sinais e sintomas incluem paralisia flácida inicial evoluindo para espástica, perda sensorial (dolorosa, térmica, tátil), disfunção intestinal e vesical (retenção ou incontinência), disfunção sexual, e em tetraplegia, possível insuficiência respiratória. Sintomas autonômicos como bradicardia, hipotensão e hiperreflexia autonômica podem estar presentes. A evolução depende da causa, com estabilização em casos crônicos.

Complicações possíveis

Úlceras de pressão

Lesões cutâneas por imobilidade prolongada, podendo levar a infecções.

Infecções do trato urinário

Comuns devido à disfunção vesical e cateterização.

Espasticidade muscular

Aumento do tônus muscular causando dor e contraturas.

Trombose venosa profunda

Risco elevado por imobilidade, podendo evoluir para embolia pulmonar.

Depressão e ansiedade

Impacto psicológico significativo da condição crônica.

Epidemiologia

A incidência de lesão medular varia globalmente, com estimativas de 10 a 80 casos por milhão/ano, sendo traumas a causa principal. A tetraplegia é mais comum que paraplegia em muitas séries. Fatores como sexo masculino e jovens adultos são predominantes em causas traumáticas.

Prognóstico

O prognóstico depende da causa, nível e completude da lesão, idade do paciente, e acesso a reabilitação. Lesões incompletas têm melhor potencial de recuperação. Complicações secundárias podem reduzir a expectativa de vida. Intervenções precoces melhoram desfechos funcionais.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀