Consulte o CID10 - Sanar Pós

CID G81: Hemiplegia

G810
Hemiplegia flácida
G811
Hemiplegia espástica
G819
Hemiplegia não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A hemiplegia é um distúrbio neurológico caracterizado pela paralisia completa ou parcial de um lado do corpo, resultante de lesões no sistema nervoso central, como acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo craniano ou doenças desmielinizantes. A fisiopatologia envolve interrupção das vias motoras corticospinais, levando à perda de controle voluntário, espasticidade e alterações sensoriais no hemicorpo afetado. Clinicamente, manifesta-se como fraqueza muscular, dificuldades na marcha e comprometimento funcional significativo, impactando a qualidade de vida e exigindo abordagem multidisciplinar. Epidemiologicamente, é mais comum em idosos devido à maior incidência de AVC, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária, com variações regionais baseadas em fatores de risco cardiovasculares.

Descrição clínica

A hemiplegia apresenta-se como paralisia unilateral, frequentemente associada a espasticidade, hiperreflexia, sinal de Babinski positivo e clônus. Pode ser acompanhada de déficits sensoriais, como hemianestesia ou hemianopsia, e distúrbios da fala (e.g., afasia) quando o hemisfério dominante é afetado. A marcha é tipicamente caracterizada por circundução do membro inferior e diminuição do balanço do braço no lado parético. Em casos crônicos, observam-se contraturas articulares e atrofia muscular por desuso.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme a localização e extensão da lesão. Sintomas comuns incluem fraqueza muscular assimétrica, dificuldade em realizar atividades de vida diária, desequilíbrio, fadiga e dor neuropática. Em AVC agudo, o início é súbito, com piora progressiva ou estabilização. Sinais associados podem incluir disartria, disfagia e alterações cognitivas, dependendo do envolvimento de áreas corticais específicas.

Complicações possíveis

Contraturas articulares

Encurtamento muscular permanente devido à espasticidade e imobilidade.

Úlceras de pressão

Lesões cutâneas por decúbito prolongado em pacientes acamados.

Trombose venosa profunda

Risco aumentado por imobilização e alterações hemodinâmicas.

Depressão e ansiedade

Comorbidades psiquiátricas frequentes devido ao impacto funcional.

Disfagia e aspiração

Comprometimento da deglutição levando a pneumonias.

Epidemiologia

A hemiplegia tem incidência anual de aproximadamente 200-300 casos por 100.000 habitantes, majoritariamente associada a AVC, que é a segunda causa de morte global. Prevalência aumenta com a idade, sendo mais alta em homens e em populações com fatores de risco cardiovascular. No Brasil, dados do DATASUS indicam milhares de internações anuais por causas relacionadas.

Prognóstico

O prognóstico depende da etiologia, extensão da lesão, idade do paciente e acesso à reabilitação. Em AVC, recuperação motora significativa pode ocorrer nos primeiros 3-6 meses, mas sequelas permanentes são comuns. Intervenções precoces melhoram os desfechos, com mortalidade variando de 10-30% em casos graves. Fatores positivos incluem juventude, boa saúde prévia e adesão à fisioterapia.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀