Pratique questões de medicina
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Uma paciente de 53 anos, em amenorreia há 18 meses (estágio +1b do STRAW), procura atendimento com queixa de fogachos severos (mais de 15 episódios ao dia), sudorese noturna profunda e insônia, relatando grave impacto na qualidade de vida. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica crônica bem controlada com losartana, obesidade grau I (IMC 31 kg/m2) e dislipidemia mista (Triglicerídeos = 285 mg/dL; HDL = 38 mg/dL; LDL = 135 mg/dL). Nega antecedente pessoal ou familiar de tromboembolismo venoso (TEV), hepatopatias ou câncer de mama. Exame físico e ginecológico sem alterações; útero presente e de volume preservado. Mamografia e ultrassonografia transvaginal recentes normais. A paciente deseja iniciar Terapia Hormonal da Menopausa (THM). Considerando a farmacocinética dos esteroides sexuais e as repercussões metabólicas das diferentes vias de administração, qual a conduta terapêutica mais adequada e sua respectiva justificativa fisiopatológica?
Prescrição de estrogênio oral associado à drospirenona. Justificativa: A via oral promove estímulo hepático favorável à síntese de SHBG, reduzindo a testosterona livre e o risco cardiovascular, enquanto a drospirenona atua como antagonista do receptor mineralocorticoide, otimizando o controle pressórico.
Prescrição de estrogênio transdérmico associado à progesterona micronizada natural. Justificativa: A via transdérmica evita o metabolismo de primeira passagem hepática, não agravando a hipertrigliceridemia nem alterando marcadores pró-coagulantes, enquanto a progesterona micronizada confere proteção endometrial com perfil metabólico neutro.
Prescrição de tibolona oral. Justificativa: Por ser um esteroide sintético com atividade tecidos-específica (STEAR), não apresenta efeito de primeira passagem hepática significativo. Sua ação predominantemente androgênica no fígado melhora o perfil lipídico, reduzindo triglicerídeos e elevando expressivamente o HDL-c.
Prescrição de estrogênio oral associado a acetato de medroxiprogesterona (AMP). Justificativa: O estrogênio oral apresenta melhor perfil no controle dos fogachos severos devido aos picos séricos mais elevados. O AMP, sendo derivado da 17-alfa-hidroxiprogesterona, inibe a lipase hepática, corrigindo a dislipidemia mista da paciente.
Prescrição de estrogênio transdérmico isolado. Justificativa: Como a paciente possui obesidade e hipertrigliceridemia, a adição de qualquer progestagênio induziria resistência insulínica e aumento inaceitável do risco tromboembólico. A proteção endometrial contínua já é garantida pela aromatização periférica do tecido adiposo visceral em estrona.