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Uma paciente de 43 anos, com diagnóstico de esclerose múltipla em fase progressiva, retorna ao consultório relatando piora dos espasmos musculares noturnos e dor crônica refratária ao uso de antiespásticos convencionais. O neurologista considera a introdução de uma formulação à base de canabinoides (THC + CBD) para alívio sintomático.
Durante a consulta, a paciente demonstra preocupação com os efeitos centrais da medicação e questiona como os canabinoides atuam no sistema nervoso. O médico, então, explica que os efeitos terapêuticos e adversos dos canabinoides decorrem da interação com receptores específicos distribuídos pelo organismo, os quais participam de circuitos moduladores de dor, humor e atividade motora.
Com base no caso e nos conhecimentos sobre o sistema endocanabinoide, qual das seguintes alternativas descreve corretamente a função dos receptores canabinoides CB1 e CB2 no contexto fisiológico e terapêutico?
Os receptores CB1 são altamente expressos no sistema nervoso central e exercem papel fundamental na modulação da liberação de neurotransmissores excitatórios e inibitórios, atuando em mecanismos de dor, memória e controle motor; já os receptores CB2 são majoritariamente encontrados em células imunológicas e estão relacionados à modulação inflamatória e resposta imune periférica.
Os receptores CB1 e CB2 atuam de forma sinérgica apenas na periferia, sendo o CB1 responsável por bloquear canais de cálcio dependentes de voltagem e o CB2 por estimular diretamente a produção de serotonina em neurônios pré-sinápticos.
Os receptores CB1 são expressos exclusivamente no sistema nervoso periférico, sendo responsáveis por efeitos anti-inflamatórios, enquanto os CB2, localizados no sistema nervoso central, promovem a liberação de dopamina e serotonina, justificando os efeitos ansiolíticos do THC.
Os receptores CB1, localizados em linfócitos e macrófagos, têm papel direto na regulação da migração celular durante a inflamação, enquanto os receptores CB2, presentes predominantemente no hipocampo, controlam a plasticidade sináptica e a neurogênese.
O receptor CB1 atua exclusivamente como agonista da dopamina no núcleo accumbens, justificando o potencial aditivo do THC, e o CB2 exerce ação vasoconstritora direta no endotélio vascular, contribuindo para regulação hemodinâmica.