Pratique questões de medicina
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Uma paciente de 38 anos foi submetida a histerectomia abdominal por miomatose uterina. Durante o procedimento, houve necessidade de mobilização do ureter na pelve. No pós-operatório, a paciente evoluiu com sinais de fístula urinária, sendo diagnosticada com necrose isquêmica de um segmento ureteral.
Com base no conhecimento anatômico da vascularização do ureter, qual das alternativas a seguir melhor explica a vulnerabilidade dessa estrutura em cirurgias pélvicas?
O ureter possui vascularização segmentar, com ramos provenientes de diferentes artérias ao longo do seu trajeto, o que torna sua mobilização cirúrgica segura.
A irrigação do ureter é contínua, com origem exclusiva da artéria renal, que garante suprimento uniforme desde a pelve renal até a bexiga.
O ureter recebe irrigação de múltiplas fontes arteriais, mas de forma segmentar e sem anastomoses relevantes, o que torna a dissecção extensa um fator de risco para necrose.
A porção pélvica do ureter é exclusivamente irrigada pela artéria uterina no sexo feminino, o que explica a ausência de isquemia ureteral em histerectomias.
O suprimento arterial do ureter é rico em anastomoses transversais e longitudinais, o que o torna resistente à lesão isquêmica mesmo após extensa dissecção.