Pratique questões de medicina
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Uma paciente de 29 anos, soropositiva para HIV e com boa adesão ao esquema antirretroviral, procura atendimento ambulatorial com queixa de prurido, corrimento esbranquiçado e disúria leve há 3 dias. Ao exame especular, observa-se hiperemia vaginal com presença de exsudato espesso, branco e aderente à mucosa vaginal. O exame a fresco revela estruturas compatíveis com leveduras e pseudohifas. Teste de gravidez é negativo. O médico decide iniciar terapia antifúngica.
Considerando o quadro clínico, o agente etiológico mais provável e o contexto imunológico da paciente, qual é a melhor conduta terapêutica inicial e a justificativa mais adequada para essa escolha?
Equinocandinas intravenosas, pois são o tratamento de escolha para candidíase em qualquer paciente imunossuprimido.
Itraconazol oral por 3 dias, pois apresenta maior atividade contra Candida albicans do que o fluconazol, sendo mais indicado em imunocomprometidas.
Nistatina tópica por 14 dias, pois não apresenta risco de interação com antirretrovirais e tem efeito fungicida superior em imunossuprimidas.
Terbinafina oral por 7 dias, pois apresenta ampla penetração vaginal e menor risco de resistência.
Fluconazol oral em dose única, pois apresenta excelente biodisponibilidade, boa penetração vaginal e eficácia comprovada em candidíase vulvovaginal, inclusive em pacientes com HIV não grávidas.