Dica do autor: A avaliação clínica de um nódulo tireoidiano não se baseia apenas no exame físico, mas também na história clínica. Existem alguns fatores de risco clássicos que aumentam significativamente a suspeita de malignidade: história de irradiação cervical na infância, história familiar de câncer de tireoide ou síndromes genéticas associadas (como neoplasia endócrina múltipla tipo 2), nódulo de crescimento rápido, adenopatias cervicais associadas e alterações vocais ou compressivas. Ao contrário, sintomas como dor, flutuação do tamanho ou a presença de múltiplos nódulos (bócio multinodular) são mais frequentemente relacionados a condições benignas.
Alternativa A: INCORRETA. História familiar de hipotireoidismo não aumenta a suspeita de malignidade. O hipotireoidismo está geralmente associado a doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto, que cursa com aumento difuso e não necessariamente nódulos malignos.
Alternativa B: INCORRETA. Dor ou desconforto no local do nódulo são sintomas mais comuns em processos inflamatórios (como tireoidite subaguda) do que em câncer de tireoide, que tipicamente é indolor.
Alternativa C: CORRETA. História de radiação no pescoço durante a infância é um dos fatores de risco mais importantes para câncer de tireoide, especialmente carcinoma papilífero. A exposição à radiação aumenta significativamente a chance de malignidade mesmo após décadas.
Alternativa D: INCORRETA. A presença de um segundo nódulo palpável, em geral, sugere bócio multinodular, condição predominantemente benigna. A maioria dos nódulos em bócios é não neoplásica.
Alternativa E: INCORRETA. Flutuações no tamanho do nódulo são mais comuns em nódulos císticos ou inflamatórios, caracteristicamente benignos.
Resposta Correta: Alternativa C
Referências:
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Haugen, B. R., et al. (2016). 2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer. Thyroid, 26(1): 1–133.
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Sampaio, M. C., et al. (2013). Abordagem diagnóstica e terapêutica do nódulo de tireoide. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 57(6): 406–414.
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Brunicardi, F. C., et al. (2021). Schwartz – Princípios de Cirurgia. 12ª ed. McGraw-Hill.