Dica do autor: Os nódulos tireoidianos são extremamente comuns na população geral, especialmente entre mulheres e indivíduos com idade avançada. Diversos fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de nódulos tireoidianos benignos, incluindo deficiência de iodo, fator ainda relevante em regiões geográficas específicas, como áreas montanhosas. O iodo é essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos, e sua deficiência crônica estimula a produção de TSH, levando à hiperplasia folicular e formação de nódulos. A história familiar também pode estar associada, especialmente em contextos de bócio multinodular. No entanto, o risco de malignidade é maior com história familiar de câncer tireoidiano, especialmente em síndromes genéticas. Além disso, a prevalência de nódulos benignos é maior em mulheres e idosos, e a exposição à radiação é um fator clássico de risco tanto para nódulos benignos quanto malignos.
Alternativa A: CORRETA. A deficiência de iodo é um fator de risco bem estabelecido para nódulos tireoidianos benignos, especialmente em regiões montanhosas, onde o solo e a água são naturalmente pobres em iodo. Isso leva a maior prevalência de bócios endêmicos e nódulos benignos.
Alternativa B: INCORRETA. A presença de nódulos em familiares de primeiro grau pode estar relacionada ao desenvolvimento de bócio multinodular benigno, especialmente em áreas com carência de iodo. Logo, há sim uma relação com risco aumentado de nódulos benignos.
Alternativa C: INCORRETA. Embora homens apresentem maior risco relativo de malignidade quando têm nódulo tireoidiano, as mulheres têm maior predisposição ao desenvolvimento de nódulos benignos. A prevalência é significativamente maior no sexo feminino.
Alternativa D: INCORRETA. A idade avançada é um dos fatores de risco, mas não é o único determinante. Sexo feminino, deficiência de iodo e história familiar também são fatores relevantes.
Alternativa E: INCORRETA. A exposição à radiação, especialmente durante a infância, está associada ao aumento do risco de nódulos tireoidianos tanto benignos quanto malignos. Portanto, não pode ser desconsiderada como fator de risco.
Resposta Correta: Alternativa A
Referências:
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Jameson, J. L., & De Groot, L. J. (2021). Endocrinology: Adult and Pediatric. 8ª ed. Elsevier.
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Haugen, B. R., et al. (2016). 2015 American Thyroid Association Management Guidelines. Thyroid, 26(1): 1–133.
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Zimmermann, M. B. (2009). Iodine deficiency. Endocrine Reviews, 30(4), 376–408.