Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 38 anos procura atendimento por ganho ponderal progressivo nos últimos quatro anos. Refere dormir, em média, cinco horas por noite devido à jornada de trabalho e ao cuidado de dois filhos pequenos. Nega episódios de compulsão alimentar, porém relata aumento importante da fome no período noturno e preferência por alimentos ricos em carboidratos e gordura após dias de privação de sono. Apresenta IMC de 33 kg/m², circunferência abdominal de 102 cm e glicemia de jejum de 108 mg/dL.
Durante a consulta, pergunta ao médico por que a redução crônica do tempo de sono parece ter contribuído para seu ganho de peso.
Com base nas evidências atuais sobre a relação bidirecional entre sono e obesidade, assinale a alternativa correta.
A restrição crônica do sono promove aumento da leptina e redução da grelina, reduzindo o apetite e favorecendo perda ponderal.
A influência do sono sobre o peso corporal ocorre exclusivamente por redução do gasto energético, sem participação de mecanismos hormonais.
A obesidade influencia a qualidade do sono apenas por aumentar a ocorrência de apneia obstrutiva do sono, sem repercussões metabólicas adicionais.
A restrição crônica do sono favorece alterações neuroendócrinas, incluindo redução da saciedade, aumento da fome, maior ativação dos sistemas de recompensa alimentar e pior sensibilidade à insulina, enquanto a obesidade, por sua vez, aumenta o risco de distúrbios do sono, estabelecendo uma relação bidirecional.
O ganho de peso observado em indivíduos com privação crônica de sono decorre exclusivamente do aumento da ingestão calórica, sem alterações hormonais ou comportamentais associadas.