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Uma mulher de 32 anos, com ciclos menstruais regulares de aproximadamente 28 dias, relata à ginecologista episódios de cólicas intensas e irregularidades no padrão menstrual nos últimos três meses. Durante anamnese detalhada, ela nega o uso de anticoncepcionais, refere ausência de atividade sexual protegida recente e relata que tem notado leve aumento de secreção vaginal próxima ao 14º dia do ciclo, seguido de sangramento menstrual após cerca de 14 dias. A paciente realiza dosagens hormonais seriadas, que revelam elevação progressiva de estrogênio até o meio do ciclo, sem pico de LH e sem elevação significativa da progesterona no período pós-ovulatório. O exame transvaginal mostra ausência de corpo lúteo.
Com base nesse cenário clínico, qual é a explicação fisiológica mais coerente para o padrão observado no ciclo desta paciente?
A secreção de FSH mantida durante toda a fase lútea promove proliferação endometrial excessiva, levando à irregularidade menstrual.
A ausência do pico de estrogênio impede a secreção de GnRH pulsátil e, consequentemente, bloqueia a ovulação.
A ausência do pico de LH impede a ovulação e a formação do corpo lúteo, resultando em queda da progesterona e menstruação por privação hormonal.
A manutenção dos níveis de estrogênio após o meio do ciclo estimula a secreção contínua de progesterona pelas células da granulosa, mesmo sem ovulação.
A queda do FSH após o recrutamento folicular inibe a ação da inibina B, o que leva à falha da luteinização e à formação de um folículo atrésico.