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Uma mulher de 30 anos, multípara, é admitida na maternidade em trabalho de parto ativo com 7 cm de dilatação e evolução espontânea. Durante o processo, a equipe obstétrica se comunica de forma autoritária, utilizando frases como “Pare de gritar, está incomodando os outros pacientes”, “Se você não colaborar, vamos ter que fazer uma cesárea” e “Mulheres sempre passam por isso, não é nada demais”.

A parturiente começa a demonstrar sinais de ansiedade e desconforto emocional, com dificuldade em manter a concentração nos pujos e aumento da tensão muscular. No expulsivo, apresenta dificuldades na descida fetal e, após o parto, manifesta insatisfação com a experiência, relatando sentimentos de humilhação e medo de engravidar novamente.

Com base nas diretrizes sobre humanização do parto e comunicação respeitosa na assistência obstétrica, qual das alternativas abaixo melhor analisa os impactos da linguagem agressiva na experiência da parturiente e na evolução do parto?

A

A comunicação autoritária da equipe pode gerar desconforto, mas seu impacto na experiência materna é limitado, pois o fator determinante da satisfação com o parto é o desfecho obstétrico, e não o ambiente psicológico durante o processo.

B

O uso de linguagem inadequada e comandos agressivos pode aumentar os níveis de estresse materno, elevar a liberação de catecolaminas e inibir a ocitocina, dificultando a progressão do parto e aumentando o risco de complicações.

C

A forma de comunicação da equipe obstétrica não interfere diretamente na progressão do trabalho de parto, pois a dilatação cervical depende primariamente da resposta fisiológica da mulher aos hormônios do parto. No entanto, a experiência emocional negativa pode afetar a percepção materna da dor e do controle sobre o próprio corpo.

D

Comentários agressivos e autoritários podem ser necessários em alguns casos para manter o controle da parturiente e evitar condutas que comprometam a segurança do feto, pois o parto exige colaboração ativa da mulher.

E

A experiência negativa relatada pela parturiente é resultado de fatores emocionais individuais, não podendo ser atribuída exclusivamente à linguagem da equipe médica, uma vez que o parto foi conduzido de forma tecnicamente adequada.

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