Pratique questões de medicina
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Uma mulher de 28 anos, primigesta, deu entrada na maternidade em trabalho de parto ativo, com dilatação de 6 cm e bolsa íntegra. Durante a internação, ela expressou seu desejo de ter um parto sem intervenções desnecessárias e informou que havia elaborado um plano de parto, registrado previamente em seu prontuário.
Após algumas horas, sem consentimento explícito, a equipe de saúde realizou uma episiotomia, justificando a necessidade de "agilizar o parto". Além disso, a parturiente foi submetida a restrição alimentar rigorosa e impedida de ter um acompanhante de sua escolha, sob a justificativa de que era um protocolo institucional. Após o nascimento, a equipe imediatamente levou o recém-nascido para o berçário, sem permitir o contato pele a pele imediato com a mãe, apesar da estabilidade clínica de ambos.
Diante desse contexto, assinale a alternativa correta sobre os aspectos bioéticos, jurídicos e das diretrizes internacionais relacionados à humanização do parto e à violência obstétrica:
A restrição do contato pele a pele imediato é justificável como medida preventiva contra infecções neonatais e não constitui prática de violência obstétrica quando realizada por protocolo hospitalar.
As condutas da equipe médica configuram violência obstétrica, pois violam o princípio da autonomia da paciente e desrespeitam diretrizes nacionais e internacionais de humanização do parto.
A negação de um acompanhante à parturiente está dentro da legalidade, visto que a presença de um acompanhante é apenas uma recomendação da OMS, sem força de lei no Brasil.
A restrição alimentar rigorosa no trabalho de parto é uma prática recomendada em todas as maternidades, pois há evidências científicas consistentes que associam a alimentação a um maior risco de aspiração pulmonar durante o parto vaginal.
A realização de episiotomia sem consentimento não se enquadra como violência obstétrica, pois esse procedimento faz parte das boas práticas obstétricas e deve ser realizado sempre que o médico julgar necessário.