Pratique questões de medicina
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Um paciente masculino de 68 anos, diagnosticado com carcinoma de pulmão de pequenas células, encontra-se em tratamento com um protocolo contendo ciclofosfamida, doxorrubicina e vincristina. Após o terceiro ciclo de quimioterapia, ele começa a apresentar dispneia progressiva, tosse seca, leve hipoxemia e fadiga. A ausculta revela estertores finos bibasais. A radiografia de tórax evidencia infiltrado intersticial bilateral, e a tomografia de alta resolução demonstra padrão em vidro fosco e espessamento septal. Culturas e exames para patógenos oportunistas são negativos.
Considerando os dados clínicos e os efeitos colaterais pulmonares das drogas antineoplásicas, qual alternativa melhor descreve o quadro apresentado?
Agentes alquilantes como a ciclofosfamida podem causar pneumonite intersticial por dano tóxico direto ao epitélio alveolar, detectável por TCAR e queda de DLCO.
O padrão de vidro fosco na TCAR exclui toxicidade pulmonar induzida por quimioterápicos, sendo mais sugestivo de infecção viral.
O quadro é compatível com embolia gordurosa secundária à mielotoxicidade da vincristina, devendo-se interromper o tratamento imediatamente.
A vincristina promove broncoespasmo por ativação direta de receptores muscarínicos, sendo comum em pacientes com histórico de DPOC.
A doxorrubicina está associada principalmente à bronquite crônica medicamentosa, caracterizada por hipersecreção e tosse produtiva.