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Uma mulher de 27 anos, primigesta, em trabalho de parto espontâneo, chega ao período expulsivo com dilatação completa e feto em apresentação cefálica, plano 3 de De Lee. Após 30 minutos de pujos, a equipe obstétrica decide aplicar a manobra de Kristeller para acelerar o nascimento, justificando que a manobra pode reduzir o tempo do período expulsivo e diminuir o risco de sofrimento fetal.
Logo após o nascimento, o recém-nascido apresenta Apgar 6/8 e sinais de desconforto respiratório, sendo encaminhado para observação em unidade neonatal. A puérpera refere dor intensa no hipogástrio e no tórax, além de surgimento de hematomas abdominais. Na avaliação pós-parto, foi diagnosticada fratura de costela e suspeita de rotura uterina parcial.
Com base nas evidências científicas e diretrizes obstétricas atuais, qual das alternativas abaixo melhor analisa os riscos da Manobra de Kristeller e suas consequências materno-fetais?
A Manobra de Kristeller pode ser útil para reduzir o tempo do período expulsivo e evitar partos prolongados, devendo ser aplicada com critério em partos distócicos, desde que o feto esteja bem posicionado e sem sinais de sofrimento fetal.
O uso da Manobra de Kristeller tem sido questionado devido a alguns relatos de complicações maternas, mas sua aplicação ainda pode ser considerada em algumas situações específicas para evitar a necessidade de parto operatório.
Embora a Manobra de Kristeller esteja associada a eventos adversos, ela pode ser realizada de forma controlada, quando aplicada por profissionais experientes, para evitar a necessidade de parto operatório em casos de expulsivo prolongado.
A principal complicação associada à Manobra de Kristeller é a ruptura uterina, sendo recomendada apenas quando há sinais de sofrimento fetal iminente e o parto vaginal deve ser finalizado rapidamente para evitar comprometimento neurológico neonatal.
O uso da Manobra de Kristeller está associado a risco aumentado de traumas maternos e neonatais, incluindo fraturas costais, hemorragia pós-parto e lesões encefálicas fetais, não havendo evidências que justifiquem seu uso em qualquer situação.