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Uma mulher de 26 anos, diagnosticada com rinite alérgica perene e sensibilização comprovada a ácaros da poeira domiciliar (IgE específica positiva), iniciou imunoterapia subcutânea há 3 anos, com excelente resposta clínica. Após revisão ambulatorial, a paciente questiona a possibilidade de suspensão do tratamento, uma vez que não apresenta mais sintomas e relata qualidade de vida significativamente melhor.
Com base nas diretrizes atuais sobre imunoterapia alérgeno-específica (ITA), qual conduta está mais alinhada com o manejo ideal do caso?
A ITA deve ser interrompida imediatamente, já que o alívio completo dos sintomas confirma remissão definitiva.
A manutenção da ITA por mais de 3 anos não traz benefícios adicionais e aumenta o risco de reações adversas cumulativas.
A interrupção é possível após 3 a 5 anos de tratamento eficaz, desde que avaliada a resposta clínica sustentada e os riscos individuais de recaída.
A ITA é um tratamento vitalício, pois sua suspensão leva inevitavelmente à recidiva dos sintomas e perda de benefício imunológico.
A resposta clínica não é parâmetro confiável para interrupção da ITA; o fim do tratamento deve ser decidido com base exclusiva na dosagem de IgE total.