Pratique questões de medicina
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Uma menina de 12 anos, previamente sem diagnóstico oncológico, é trazida ao Departamento de Emergência por dispneia progressiva há duas semanas, edema facial matinal e tosse seca. Nas últimas 24 horas, passou a apresentar rouquidão, ortopneia e dificuldade para permanecer deitada.
Na admissão, prefere permanecer sentada e demonstra grande desconforto quando colocada em decúbito.
Ao exame, apresenta edema de face e pescoço, pletora facial, ingurgitamento jugular, edema palpebral e circulação venosa colateral na região superior do tórax. Há estridor discreto, voz abafada e redução bilateral da entrada de ar. O enchimento capilar é de 4 segundos.
A equipe considera realizar tomografia contrastada de tórax sob sedação para caracterização da massa. Ao ser posicionada em decúbito para transferência, a paciente apresenta piora abrupta da dispneia e da hipotensão.
Qual é a melhor estratégia neste momento?
Prosseguir imediatamente para tomografia sob sedação profunda, pois a caracterização anatômica da massa é indispensável antes de qualquer terapia que possa alterar o diagnóstico histológico.
Realizar sequência rápida de intubação convencional com bloqueador neuromuscular, pois a presença de estridor indica perda iminente da via aérea e o relaxamento muscular facilita a ventilação diante da compressão extrínseca.
Reconhecer síndrome da veia cava superior com instabilidade e comprometimento de via aérea; priorizar estabilização ABCDE com planejamento de via aérea difícil e estratégia de resgate, evitando abordagem rotineira com bloqueio neuromuscular.
Administrar expansão volêmica agressiva até normalização da pressão arterial e somente depois investigar a causa do alargamento mediastinal, pois a principal causa da hipotensão nesse cenário é hipovolemia.
Colocar a paciente em decúbito horizontal para maximizar o retorno venoso, administrar benzodiazepínico para reduzir ansiedade e aguardar resposta antes de considerar intervenção sobre a massa.