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Uma adolescente de 15 anos, previamente hígida, estudante do ensino médio e praticante de ginástica artística há quatro anos, comparece ao ambulatório de ortopedia acompanhada pela mãe, que percebeu uma assimetria progressiva dos ombros e do tronco da filha durante as apresentações esportivas. A paciente relata, nos últimos seis meses, episódios esporádicos de dor em região lombar após os treinos, sem irradiação ou déficits sensitivos, que melhoram com repouso e analgésicos comuns. Nega história de trauma, perda de força ou alterações urinárias e intestinais. Durante o exame físico em ortostase, observa-se discreto desnivelamento dos ombros, escápula direita mais proeminente e assimetria na linha da cintura. O teste de Adams evidencia gibosidade torácica à direita, sugestiva de rotação vertebral. Não há sinais neurológicos motores ou sensitivos. A radiografia panorâmica da coluna em ortostase revela uma curva torácica convexa à direita, com rotação vertebral e ângulo de Cobb medindo 28°, sem anomalias ósseas congênitas aparentes. O restante da avaliação músculo-esquelética está dentro da normalidade. Com base no caso clínico apresentado e nos fundamentos anatômicos da coluna vertebral, qual das alternativas abaixo descreve corretamente uma característica anatômica relevante no desenvolvimento da gibosidade torácica observada neste tipo de escoliose?

A

A rotação vertebral na escoliose leva ao deslocamento posterior das costelas no lado convexo da curva, o que explica a formação da gibosidade torácica.

B

A maioria dos casos de escoliose idiopática é causada por alterações morfológicas nos discos intervertebrais e por hérnias congênitas associadas à fusão incompleta dos processos espinhosos.

C

A rotação vertebral observada na escoliose está associada à compressão do canal vertebral e aumento do risco de mielopatia torácica.

D

As curvas escolióticas toracolombares apresentam maior potencial de progressão na fase adulta devido à maior mobilidade lombar e às alterações nos processos transversos das vértebras.

E

Um ângulo de Cobb entre 20° e 30° é indicativo de tratamento cirúrgico imediato devido à alta chance de complicações neuromusculares associadas.

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