Pratique questões de medicina
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Um paciente masculino de 22 anos, de ascendência judaica sefardita, procura o ambulatório de reumatologia relatando episódios recorrentes de febre de até 39,5 °C, com duração de 48 a 72 horas, associados a dor abdominal difusa intensa e monoartrite transitória de tornozelo. Os episódios ocorrem desde a infância, com resolução espontânea entre as crises. Ele relata histórico familiar importante: seu pai faleceu aos 45 anos devido a insuficiência renal crônica secundária a proteinúria nefrótica idiopática. Exames laboratoriais durante a crise mostram elevação expressiva de Proteína C Reativa (PCR) e amiloide sérico A (SAA). A pesquisa genética revela mutação em homozigose no gene MEFV, confirmando o diagnóstico de Febre Familiar do Mediterrâneo (FMF). Em relação à abordagem terapêutica primária de escolha para este paciente, qual a medicação indicada e o seu principal objetivo a longo prazo?
Prednisona em altas doses e desmame gradual, com o objetivo primário de suprimir a produção de autoanticorpos e prevenir a esclerose peritoneal encapsulante.
Infliximabe, um inibidor do TNF-alfa, indicado como primeira linha para evitar a recorrência dos episódios de serosite e reduzir o dano articular crônico.
Colchicina, com o duplo objetivo de reduzir a frequência e gravidade das crises autoinflamatórias e, primordialmente, prevenir a deposição de amiloidose secundária (tipo AA) nos rins.
Anacinra, um bloqueador da interleucina-1 (IL-1), que constitui a terapia inicial obrigatória para todos os pacientes com mutação homozigota do gene MEFV.
Azatioprina, utilizada para poupar corticoide e prevenir a complicação em longo prazo mais temida da doença, a amiloidose primária (tipo AL).