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Um paciente de 68 anos, tabagista de longa data, com diagnóstico de DPOC grave, é admitido na UTI devido a uma exacerbação aguda. Ele apresenta acidose respiratória com pH de 7,28, PaCO₂ de 72 mmHg e PaO₂ de 58 mmHg em oxigênio suplementar. A equipe médica decide iniciar ventilação mecânica invasiva e adotar uma estratégia de hipercapnia permissiva para minimizar os riscos de barotrauma e hiperinsuflação dinâmica.
Sobre o papel da hipercapnia permissiva e seus limites de segurança no manejo ventilatório de pacientes com DPOC exacerbado, qual das alternativas está correta?
A hipercapnia permissiva deve ser evitada em pacientes com DPOC, pois contribui para aumento do drive respiratório, agravando a acidose respiratória e dificultando o desmame ventilatório.
O objetivo da hipercapnia permissiva é manter uma ventilação alveolar mínima para reduzir a hipoxemia, devendo-se priorizar alta FiO₂ e altos volumes correntes para compensar a retenção de CO₂.
A hipercapnia permissiva pode ser aplicada em pacientes com DPOC para reduzir a hiperinsuflação dinâmica, porém é contraindicada em pacientes com hipertensão intracraniana ou acidose metabólica grave.
A hipercapnia permissiva reduz a necessidade de volumes correntes elevados, minimizando o risco de lesão pulmonar associada à ventilação mecânica, sendo segura enquanto o pH arterial for mantido abaixo de 7,20.
O principal benefício da hipercapnia permissiva é a melhora na relação ventilação-perfusão, justificando a manutenção da PaCO₂ acima de 80 mmHg sem necessidade de correção.