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Um paciente de 63 anos com diagnóstico de Doença de Parkinson há mais de 10 anos relata ao neurologista episódios crescentes de discinesias e períodos de “off” motor, mesmo sob tratamento otimizado com levodopa associada à carbidopa. Como alternativa, é introduzida a entacapona como adjuvante, resultando em melhora transitória dos sintomas. No entanto, o paciente desenvolve hipotensão ortostática, alucinações visuais e queixas gastrointestinais.

Considerando o caso descrito e o conhecimento avançado sobre a farmacodinâmica dos antiparkinsonianos, qual das opções abaixo justifica, de forma mais precisa, a estratégia farmacológica adotada e os eventos adversos subsequentes?

A

A entacapona atua como agonista seletivo de receptores D2 no corpo estriado, prolongando a ação dopaminérgica e provocando efeitos centrais adversos por estimular receptores serotoninérgicos.

B

A associação com entacapona inibe a degradação central da dopamina pela MAO-B, aumentando a concentração sináptica do neurotransmissor e exacerbando os efeitos colaterais periféricos.

C

A entacapona inibe a catecol-O-metiltransferase (COMT) na periferia, reduzindo a conversão da levodopa em 3-O-metildopa, aumentando a biodisponibilidade da levodopa no SNC, o que pode intensificar efeitos centrais indesejados da dopamina.

D

O uso da entacapona potencializa a conversão periférica da levodopa em dopamina, levando a uma maior concentração plasmática da dopamina e agravando os sintomas extrapiramidais e psicóticos.

E

A entacapona bloqueia os receptores muscarínicos M1 e M4 no corpo estriado, promovendo desinibição colinérgica e desencadeando sintomas como confusão e hipotensão.

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