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Um paciente de 58 anos é admitido no pronto-socorro com queixa de dor abdominal intensa e náuseas há 24 horas, sem irradiação específica. Ele tem histórico de diabetes tipo 2 bem controlado, hipertensão, e nega uso recente de medicamentos ou consumo de álcool. No exame físico, ele está em dor moderada à palpação do quadrante superior direito do abdômen, sem sinais de peritonite. A ultrassonografia abdominal revela uma vesícula biliar espessada, mas sem sinais claros de cálculos. Exames laboratoriais mostram leve elevação de transaminases (ALT 90 U/L e AST 85 U/L), mas a bilirrubina está normal. O paciente não apresenta febre. A tomografia computadorizada do abdômen não revela lesões adicionais e o quadro não é consistente com pancreatite aguda. Dada a incerteza diagnóstica, qual seria a melhor abordagem terapêutica para esse paciente, levando em consideração os riscos associados?

A

Administrar antieméticos e analgésicos, e prescrever dieta líquida por 24 horas, com plano de reavaliação após 72 horas para determinar necessidade de intervenção cirúrgica.

B

Solicitar uma colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para investigação mais detalhada das vias biliares, considerando a possibilidade de coledocolitíase não visualizada na ultrassonografia.

C

Iniciar tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro para infecção biliar e monitorar a evolução do quadro.

D

Realizar uma colecistectomia imediata para prevenir complicações, dado o risco de colecistite aguda não diagnosticada.

E

Manter o paciente em observação com analgésicos e, caso os sintomas não melhorem em 48 horas, realizar nova avaliação para exclusão de outras patologias.

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