Pratique questões de medicina
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Um paciente de 54 anos, sem comorbidades prévias, foi submetido à ventilação mecânica invasiva por 18 dias devido a uma pneumonia grave. Seis semanas após a extubação, ele evoluiu com dispneia progressiva, cornagem e intolerância ao decúbito dorsal. Foi submetido a duas sessões de dilatação endoscópica e colocação temporária de stent traqueal, mas apresentou recorrência rápida dos sintomas após a retirada da prótese.
A tomografia computadorizada do tórax revelou uma estenose concêntrica com espessamento fibrótico da parede traqueal, acometendo um segmento de 4,5 cm, com obstrução superior a 80% da luz. A broncoscopia confirmou a presença de tecido cicatricial denso e retração da mucosa, sem sinais de inflamação ativa.
Diante desse quadro, qual é a melhor abordagem definitiva para esse paciente?
Continuar o tratamento endoscópico com sessões seriadas de dilatação e novo implante de stent autoexpansível de longa permanência.
Indicar ressecção segmentar da traqueia com anastomose término-terminal, pois a estenose é refratária ao tratamento endoscópico.
Realizar traqueostomia definitiva abaixo do segmento estenosado para manter a via aérea pérvia e evitar novas intervenções.
Manter corticoterapia sistêmica e oxigenoterapia domiciliar, pois estenoses inflamatórias podem estabilizar espontaneamente ao longo do tempo.
Proceder com terapia ablativa com laser e crioterapia endoscópica para reduzir a fibrose e restaurar a luz traqueal.