Pratique questões de medicina
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Um menino de 6 anos, com histórico de infecções bacterianas recorrentes desde o primeiro ano de vida, é diagnosticado com doença granulomatosa crônica (DGC) após investigação imunológica, que revelou falha na função oxidativa dos fagócitos. Após confirmação diagnóstica, iniciou-se o uso de interferon gama recombinante como terapia adjuvante, com o objetivo de melhorar a atividade microbicida dos macrófagos. Seis semanas após o início do tratamento, a mãe relata mudanças comportamentais, incluindo irritabilidade, perda de apetite e dificuldade de concentração. O paciente também evolui com episódios de erupção cutânea disseminada, linfocitose persistente e discreta elevação de transaminases hepáticas, sem icterícia. Ao exame físico, encontra-se afebril, hidratado, com leve hepatoesplenomegalia e sem sinais de infecção ativa.
Com base nos dados clínicos, nos efeitos adversos conhecidos do IFN-γ e nas propriedades farmacológicas desse agente, qual a interpretação e conduta mais apropriada neste caso?
Os achados descritos representam efeitos adversos esperados do IFN-γ, exigindo monitoramento clínico e laboratorial, sem necessidade imediata de suspensão do tratamento.
As alterações clínicas e laboratoriais sugerem reação alérgica grave, sendo indicada corticoterapia sistêmica e descontinuação do tratamento imunomodulador.
O quadro é compatível com manifestações típicas da DGC, e não com efeitos do tratamento, sendo indicado manter a medicação e apenas reforçar o suporte clínico.
Os sintomas apresentados indicam hepatite viral assintomática, sendo prudente suspender o interferon e iniciar investigação virológica com suporte antiviral.
A associação entre linfocitose, hepatoesplenomegalia e alterações hepáticas sugere neoplasia linfoproliferativa, sendo indicada avaliação oncológica especializada.