Dica do autor: A Escala de Coma de Glasgow (ECG) adaptada para crianças permite uma avaliação neurológica padronizada mesmo nos casos em que a linguagem verbal ainda não está completamente desenvolvida. No caso descrito, trata-se de uma criança de 5 anos, idade em que já se utiliza a versão pediátrica tradicional da escala, com os mesmos critérios da escala para adultos, pois a criança já possui linguagem organizada.
Vamos calcular o Glasgow da criança:
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Abertura ocular ao comando verbal = 3 pontos
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Resposta verbal com frases desorganizadas/inadequadas ao contexto = 3 pontos
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Resposta motora: retira o membro ao estímulo doloroso = 4 pontos
Total: 3 (ocular) + 3 (verbal) + 4 (motora) = 10 pontos
Com base na classificação do TCE pela ECG:
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TCE leve: 13 a 15 pontos
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TCE moderado: 9 a 12 pontos
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TCE grave: ≤ 8 pontos
Portanto, a criança apresenta TCE moderado.
Conduta em casos de TCE moderado envolve:
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Internação hospitalar (de preferência em unidade com monitorização contínua)
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Avaliação por neuroimagem (TC de crânio)
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Observação rigorosa de sinais neurológicos e possíveis complicações
Alternativa A: INCORRETA. A pontuação de Glasgow não corresponde à faixa de TCE leve (14–15). Além disso, sintomas como irritabilidade e resposta verbal desorganizada não permitiriam conduta ambulatorial.
Alternativa B: INCORRETA. Apesar da observação ser adequada, Glasgow 10 não é leve, mas sim moderado.
Alternativa C: CORRETA. O paciente tem TCE moderado (Glasgow 10), o que exige neuroimagem e internação.
Alternativa D: INCORRETA. TCE grave é apenas com Glasgow ≤8. O paciente está consciente e com pontuação de 10.
Alternativa E: INCORRETA. Embora traga informações parcialmente verdadeiras, a faixa de Glasgow 10 a 13 não é uma classificação universalmente aceita; a classificação mais reconhecida para TCE moderado é 9 a 12. Além disso, a conduta depende da avaliação clínica global e não exige obrigatoriamente internação em UTI em todos os casos de TCE moderado.
Resposta: Alternativa C.