Pratique questões de medicina
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Um homem de 72 anos, hipertenso e diabético, dá entrada no pronto-socorro com dor torácica opressiva há 3 horas, irradiada para o membro superior esquerdo. Ele está pálido, diaforético e com leve desconforto respiratório. A pressão arterial é de 130x85 mmHg, a frequência cardíaca é de 62 bpm e a ausculta cardíaca não evidencia sopros.
O eletrocardiograma (ECG) realizado na admissão mostra supradesnivelamento do segmento ST em V2-V4, desvio do eixo elétrico para a esquerda (-45°), complexo QRS discretamente alargado (110 ms) e padrão rS em D2, D3 e aVF.
Com base nesse quadro, qual a interpretação mais adequada sobre a presença de Bloqueio Divisional Ântero-Superior (BDAS) no contexto do infarto agudo do miocárdio?

fonte: https://www.researchgate.net/figure/A-patient-with-RBBB-and-left-anterior-fascicular-block-There-is-mild-STE-in-leads-I-II_fig9_230861259
O BDAS no IAM pode indicar envolvimento da região septal e anterior, o que está associado a maior extensão da necrose miocárdica e pior prognóstico.
A presença de BDAS no IAM reflete um fenômeno adaptativo, sem impacto clínico relevante, pois a condução ventricular continua eficiente.
A associação de BDAS e IAM indica baixo risco de disfunção ventricular esquerda, pois a alteração eletrocardiográfica não interfere na perfusão miocárdica.
O BDAS no IAM tem relevância apenas quando acompanhado por bloqueio de ramo completo, não sendo um fator de prognóstico isolado.
O BDAS sempre sugere uma oclusão proximal da artéria coronária direita, sendo um marcador específico de infarto de parede inferior.