Pratique questões de medicina
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Um homem de 67 anos, com histórico de epilepsia refratária, doença hepática crônica (Child-Pugh B) e hipertensão controlada com losartana, é iniciado em tratamento com canabidiol (CBD) prescrito por neurologista para manejo de crises convulsivas. Após três semanas de uso regular, o paciente retorna ao consultório relatando fadiga intensa, perda de apetite e episódios de sonolência acentuada durante o dia. Os exames laboratoriais revelam elevação das transaminases hepáticas e bilirrubina total. Ele também faz uso crônico de fenitoína e varfarina.
Considerando as características farmacocinéticas do CBD, suas vias de metabolização e as interações medicamentosas envolvidas, qual deve ser a conduta mais apropriada frente a este quadro?
Interromper imediatamente o tratamento com CBD e substituí-lo por tetrahidrocanabinol (THC), que possui menor potencial de interação com anticoagulantes e antiepilépticos.
Manter o tratamento com CBD e iniciar monitoramento mais frequente da função renal, já que os efeitos adversos observados estão mais associados à eliminação renal da droga.
Suspender a losartana, já que a interação entre o CBD e anti-hipertensivos é a principal causa dos sintomas apresentados, especialmente a sonolência.
Reduzir a dose de CBD, com monitoramento rigoroso da função hepática e dos níveis séricos de varfarina e fenitoína, dado o risco aumentado de toxicidade pela inibição do citocromo P450 e a presença de disfunção hepática.
Reduzir a dose de varfarina e da fenitoína, mantendo a mesma dose de CBD, já que o canabidiol pode inibir o metabolismo dessas drogas e aumentar seus níveis plasmáticos.