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Um homem de 66 anos, portador de hepatopatia crônica em acompanhamento por cirrose hepática compensada (Child-Pugh A), dá entrada na unidade básica de saúde com quadro de diarreia sanguinolenta, cólicas abdominais intensas, tenesmo, astenia e perda ponderal de 5 kg nas últimas três semanas. Ele nega uso recente de antibióticos ou viagens. A análise de fezes revela trofozoítos com núcleo excêntrico e cromatina periférica regular, compatível com Entamoeba histolytica, como apresentado na figura abaixo. O paciente apresenta ainda sinais laboratoriais de enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT: 88/76 U/L) e leve hipoalbuminemia.

Fonte: K.K.T Madhusanka/Shutterstock.com
Diante da suspeita de amebíase intestinal ativa, qual a conduta terapêutica mais segura e eficaz, considerando sua comorbidade hepática?
Tinidazol 2 g VO em dose única, seguido de secnidazol 2 g VO dose única para cobertura luminal.
Metronidazol 750 mg VO 3x/dia por 10 dias, associado a cloroquina 250 mg VO por 5 dias.
Nitazoxanida 500 mg VO 2x/dia por 3 dias, por sua menor toxicidade hepática e ação antiparasitária ampla.
Secnidazol 2 g VO em dose única, com cautela e acompanhamento clínico, por apresentar meia-vida prolongada e posologia simples, sendo alternativa viável em pacientes hepatopatas leves.
Metronidazol 500 mg IV 3x/dia por 7 dias, seguido de diloxanida 500 mg VO 3x/dia por 10 dias.