Pratique questões de medicina
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Um homem de 62 anos é encaminhado ao psiquiatra devido ao surgimento, nos últimos oito meses, de comportamentos obsessivo-compulsivos. Ele relata intensa necessidade de alinhar objetos de maneira simétrica e repetir verbalizações internas antes de sair de casa, pois teme que algo ruim aconteça com seus familiares caso não siga esse padrão. Sua esposa menciona que ele sempre foi organizado, mas nunca teve esse tipo de comportamento antes. Além disso, nas últimas consultas médicas, notaram-se lentificação psicomotora e leve tremor de repouso na mão direita. O exame neurológico revela bradicinesia discreta e rigidez leve nos membros superiores.
Diante desse quadro clínico, qual das alternativas descreve corretamente a importância do diagnóstico diferencial entre TOC de início tardio e um processo neurodegenerativo?
O TOC de início tardio deve sempre levantar suspeita de uma condição neurológica subjacente, sendo frequentemente associado a doenças neurodegenerativas como a Doença de Parkinson, na qual sintomas obsessivo-compulsivos podem preceder os sintomas motores.
O tratamento do TOC de início tardio deve ser exclusivamente baseado no uso de antipsicóticos de alta potência, pois os sintomas compulsivos são uma forma leve de psicose primária, e a TCC não apresenta eficácia significativa nesses casos.
O surgimento do TOC após os 50 anos é um achado comum e não indica maior risco de doença neurológica, pois a maioria dos casos de TOC tem início na vida adulta e sua prevalência não varia com a idade.
O TOC e os transtornos neurodegenerativos compartilham os mesmos circuitos cerebrais afetados, tornando impossível distinguir um do outro com base nos sintomas clínicos, sendo necessário o uso exclusivo de biomarcadores neurodegenerativos para diagnóstico diferencial.
A presença de tremor de repouso, bradicinesia e rigidez em um paciente com TOC tardio é pouco relevante, pois esses achados motores podem ser explicados pelo uso crônico de inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que frequentemente causam sintomas extrapiramidais.