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SANARFLIX - 2025
Um homem de 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há 10 anos, é admitido no hospital com quadro de infecção urinária complicada e descompensação glicêmica. Na avaliação inicial, apresenta glicemia capilar de 380 mg/dL, acidose leve (pH 7,31), desidratação e sinais de inflamação sistêmica. A equipe opta por iniciar insulinoterapia intravenosa com insulina regular em bomba de infusão contínua. Durante o acompanhamento, um residente sugere substituir a insulina regular pela insulina lispro, por ter início de ação mais rápido.
Considerando o perfil farmacocinético da insulina regular, seus mecanismos de ação e as indicações clínicas, qual é a justificativa mais adequada para manter a escolha da insulina regular neste caso?
A insulina regular apresenta absorção mais lenta por via subcutânea, mas é a única com perfil bifásico que permite ajuste prandial e basal por via intravenosa.
A insulina regular é a única insulina aprovada para uso intravenoso, pois sua estrutura idêntica à insulina endógena permite controle preciso em contextos agudos.
A insulina regular possui menor afinidade pelos receptores GLUT 4, mas maior estabilidade no meio extracelular, sendo indicada em infecções sistêmicas.
A insulina regular, por ser uma insulina de ação intermediária, permite ajuste flexível de dose com menor risco de hipoglicemia em infusão contínua.
A insulina regular tem ação prolongada e é preferida em pacientes com resistência à insulina secundária ao uso de antibióticos ou corticoterapia.