Pratique questões de medicina
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Um homem de 57 anos, tabagista cessado há cinco anos, com hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e obesidade (IMC 35 kg/m²), procura o cardiologista devido à piora da angina aos esforços. A esposa relata roncos intensos, pausas respiratórias frequentes durante o sono e despertares com sensação de sufocamento. O paciente refere sonolência diurna excessiva e fadiga persistente.
A polissonografia demonstra índice de apneia-hipopneia (IAH) de 46 eventos/hora, saturação mínima de oxigênio de 79% e tempo com saturação inferior a 90% correspondente a 22% do tempo total de sono. A angiotomografia coronariana evidencia placa aterosclerótica com estenose de 80% na artéria descendente anterior.
Qual mecanismo fisiopatológico melhor explica a contribuição da apneia obstrutiva do sono para a progressão da doença arterial coronariana nesse paciente?
A hipóxia intermitente reduz a atividade do sistema nervoso simpático e promove vasodilatação coronariana sustentada, retardando a progressão da aterosclerose.
A hipóxia intermitente e os despertares recorrentes promovem estresse oxidativo, inflamação vascular, disfunção endotelial, ativação simpática e instabilização da placa aterosclerótica, contribuindo para a progressão da doença arterial coronariana.
A apneia obstrutiva do sono aumenta o risco de doença arterial coronariana apenas quando coexistem diabetes mellitus e hipertensão arterial.
A associação entre AOS e doença arterial coronariana decorre exclusivamente da obesidade, não havendo mecanismos fisiopatológicos próprios da apneia.
A principal repercussão cardiovascular da AOS é a redução da frequência cardíaca durante o sono, sem influência sobre a fisiopatologia da aterosclerose.