Dica do autor: Os aneurismas da artéria ilíaca externa são relativamente raros, mas podem ocorrer em pacientes com fatores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2). A aterosclerose é a principal causa da formação desses aneurismas, especialmente em pacientes mais velhos e com histórico de doença arterial periférica. O aneurisma sacular é uma dilatação localizada da parede arterial, frequentemente associada à fragilidade da parede vascular decorrente de deposição de placas ateromatosas, perda da elasticidade e aumento da pressão arterial. Clinicamente, pode se manifestar com dor pélvica pulsátil, claudicação intermitente (pela compressão de vasos adjacentes) e parestesia na região inguinal. O exame físico pode revelar sopro na região inguinal e diminuição dos pulsos periféricos, como o pulso femoral, indicando comprometimento do fluxo arterial distal.
Alternativa A: INCORRETA. A artéria ilíaca interna irriga principalmente as estruturas pélvicas e não está relacionada com a manifestação clínica de claudicação intermitente nos membros inferiores. Além disso, a imagem angiográfica indica acometimento da artéria ilíaca externa, que é mais suscetível a aneurismas devido à aterosclerose.
Alternativa B: CORRETA. A artéria ilíaca externa é comumente acometida por aneurismas ateroscleróticos, especialmente em pacientes com hipertensão e diabetes. A combinação desses fatores de risco promove alterações estruturais na parede arterial, resultando na formação de aneurismas saculares. A dor pulsátil pélvica, a claudicação intermitente e o sopro inguinal são compatíveis com o quadro clínico típico dessa condição.
Alternativa C: INCORRETA. A oclusão aguda por embolia cardíaca geralmente provoca um quadro clínico de dor súbita, palidez, frialdade e ausência de pulso, caracterizando isquemia aguda. No entanto, o paciente apresenta um quadro crônico e progressivo, associado a aneurisma e não a oclusão aguda.
Alternativa D: INCORRETA. A compressão por tumor pélvico não provoca formação de aneurisma sacular, mas pode causar compressão vascular e edema. No entanto, a presença de sopro inguinal e a imagem angiográfica indicam claramente uma patologia vascular e não compressiva.
Alternativa E: INCORRETA. A lesão traumática por fratura pélvica geralmente resulta em hematoma retroperitoneal ou dissecção arterial, mas não em aneurisma sacular de evolução crônica. O quadro clínico descrito é compatível com doença vascular aterosclerótica e não com trauma prévio.
Resposta correta: Alternativa B
Referências:
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Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Anatomia Orientada para a Clínica. 7ª ed. Guanabara Koogan.
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Sobotta, J. (2019). Atlas de Anatomia Humana: Órgãos Internos. 24ª ed. Guanabara Koogan.
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Netter, F. H. (2019). Atlas de Anatomia Humana. 7ª ed. Elsevier.

