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Um homem de 42 anos, previamente hígido, é admitido na UTI após um traumatismo cranioencefálico grave (TCE) devido a um acidente automobilístico. Ele foi submetido a craniectomia descompressiva e está em ventilação mecânica invasiva há cinco dias. A tomografia de controle mostra edema cerebral difuso e sinais de herniação, e a equipe neurocirúrgica conclui que não há expectativa de recuperação da função neurológica.
Diante do quadro irreversível, a equipe médica decide discutir a limitação de suporte com a família. Os familiares estão divididos: alguns aceitam a gravidade da situação, mas outros acreditam que o paciente pode se recuperar e pedem que todos os esforços sejam mantidos. Durante a conversa, surge a dúvida sobre a diferença entre withholding e withdraw no contexto da terapia intensiva.
Com base nesse cenário, qual das condutas a seguir é a mais adequada?
Prolongar todas as medidas de suporte por tempo indeterminado, pois há incerteza quanto à reversibilidade do quadro e a decisão final deve sempre ser da família.
Transferir o paciente para uma unidade de cuidados paliativos sem modificar as medidas de suporte invasivo, pois retirar qualquer terapia nesse contexto poderia configurar eutanásia.
Manter todas as medidas já instituídas, mas evitar novas intervenções, como ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em caso de parada cardiorrespiratória, caracterizando withholding.
Descontinuar imediatamente a ventilação mecânica e a sedação sem comunicação prévia com os familiares, pois withdraw é eticamente justificado na ausência de recuperação neurológica.
Iniciar um novo trial de UTI por 72 horas para avaliar possíveis sinais de melhora neurológica, mesmo que a equipe neurocirúrgica já tenha indicado ausência de prognóstico favorável.