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Um homem de 35 anos com diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) procura atendimento psiquiátrico devido à persistência de seus sintomas, apesar de estar em tratamento com um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) há 12 semanas em dose máxima recomendada. Ele relata alguma melhora, mas ainda apresenta rituais compulsivos que interferem significativamente em sua rotina diária. O psiquiatra decide discutir estratégias terapêuticas para otimizar a resposta ao tratamento.
Com base no conhecimento atual sobre o tratamento farmacológico do TOC, qual das alternativas descreve corretamente a escolha de ISRS e clomipramina como fármacos de primeira linha e as estratégias para casos resistentes?
A clomipramina é preferida aos ISRS devido à sua ação predominantemente serotoninérgica, além de apresentar menos efeitos colaterais cardiovasculares e anticolinérgicos.
O conceito de resposta e remissão no TOC é semelhante ao de outros transtornos psiquiátricos, e uma melhora sintomática de 20% já é suficiente para considerar o tratamento como eficaz.
Os ISRS são a primeira escolha no tratamento do TOC por atuarem seletivamente na recaptação de serotonina, enquanto a clomipramina é preferida em casos resistentes devido ao seu efeito duplo na recaptação de serotonina e noradrenalina, aumentando a eficácia.
O tratamento do TOC deve ser interrompido caso não haja remissão completa dos sintomas após 12 semanas de uso de um ISRS em dose máxima, pois a ausência de remissão indica resistência total à medicação.
Pacientes com resposta parcial ao tratamento com ISRS devem obrigatoriamente ser trocados para clomipramina antes de considerar estratégias de potencialização com antipsicóticos.