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Seu Luiz, 67 anos, aposentado, tabagista desde os 14 anos, com consumo acumulado estimado em 80 maços-ano, procura atendimento ambulatorial para seguimento de DPOC. Relata três exacerbações infecciosas no último ano, uma delas necessitando internação hospitalar. Atualmente apresenta dispneia aos mínimos esforços (mMRC 4), tosse crônica produtiva e limitação importante nas atividades diárias. Refere múltiplas tentativas frustradas de cessar tabagismo: já usou adesivo de nicotina, goma, bupropiona e grupos de apoio, mas voltou a fumar por craving intenso. Traz resultado de espirometria: VEF1 32% do previsto, relação VEF1/CVF 0,48. Exames recentes: Radiografia de tórax: hiperinsuflação pulmonar. Gasometria arterial em repouso: pH 7,38 | PaCO₂ 54 mmHg | PaO₂ 58 mmHg | SatO₂ 89%. Alfa-1 antitripsina: normal. ECG: sobrecarga de câmaras direitas. IMC: 19 kg/m². Questionado, afirma: “Quero parar de fumar, mas nada funciona. Meu médico disse que, se eu não parar, logo estarei dependente de oxigênio contínuo.” Qual a conduta mais apropriada neste momento?

A

Manter bupropiona em monoterapia, já que é a opção farmacológica mais eficaz para cessação tabágica em pacientes com DPOC.

B

Iniciar vareniclina, que apresenta superior eficácia em cessação tabágica mesmo em pacientes com múltiplas falhas prévias.

C

Contraindicar vareniclina, devido ao risco de exacerbação da hipoxemia e hipercapnia em pacientes com DPOC grave.

D

Indicar diretamente oxigenoterapia domiciliar, independentemente da cessação tabágica, visto a PaO₂ < 60 mmHg.

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