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HUSE - HOSPITAL DE URGÊNCIA DE SERGIPE - 2024
Procurou assistência médica ambulatorial um paciente do sexo masculino, 55 anos, lavrador, tabagista desde os 15 anos, atualmente fumando 20 cigarros por dia, referindo “gripes” frequentes e prolongadas no último ano, com pelo menos três idas a Pronto-Socorro neste período, além de tosse intermitente, dispnéia ao caminhar no plano, com dificuldade de acompanhar o passo de sua esposa, que tem a mesma idade que ele. Ausculta respiratória evidenciava murmúrios vesiculares bem distribuídos, discretamente reduzidos, sem ruídos adventícios; frequência respiratória de 22irpm, SO2 em repouso 95%. Sobre este paciente:
A ausência de sinais clínicos no momento do exame físico exclui a possibilidade diagnóstica de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) neste paciente.
A história clínica permite caracterizá-lo como “DPOC presumido” e é um bom preditor de obstrução ao fluxo aéreo na espirometria, que, portanto, torna-se um exame dispensável para o diagnóstico desse paciente.
Uma relação VEF1/CVF pós broncodilatador menor que 0,7 em estudo espirométrico confirmaria obstrução ao fluxo de ar não totalmente reversível e permitiria o diagnóstico específico de DPOC, dispensando outros exames complementares neste caso.
Confirmando-se seu diagnóstico de DPOC, este paciente seria classificado como GOLD E estável, com alto risco de exacerbação, recomendando-se ser inicialmente tratado com terapia broncodilatadora LABA (beta-agonista de longa duração) + LAMA (Antagonistas muscarínicos de longa duração).
Corticoterapia inalatória (ICS) é mandatória neste caso, já que apesar de não estar em vigência de exacerbação atual, há relato de exacerbações no último ano.