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CERMAM - COMISSÃO ESTADUAL DE RESIDÊNCIA MÉDICA DO AMAZONAS - 2024
Paciente do sexo feminino, 49 anos, dá entrada no pronto atendimento queixando dor abdominal tipo cólica, difusa, progressiva, há 3 dias, associada a vários episódios de vômitos. Refere parada de eliminação de gases e fezes desde o início do quadro. Encontra-se desidratada, FR: 28irpm, FC: 90bpm, P.A.: 100x70mmHg, normocorada, anictérica, sem edemas. Refere diminuição do volume urinário. Seu abdome é distendido, sem cicatrizes ou circulação colateral, hipertimpânico, com RHA aumentados em frequência e intensidade, difusamente doloroso à palpação, sem sinais de irritação peritoneal e sem massas palpáveis. Regiões inguinais e crurais sem herniações. Foi solicitada radiografia simples de abdome que evidenciou volumosa distensão de intestino delgado, com sinal de empilhamento de moeda e vários níveis hidroaéreos, sem distensão do cólon e sem pneumoperitôneo. Sobre o caso acima, assinale a alternativa INCORRETA:
A ausência gás na árvore de biliar e de cálculos na vesícula na radiografia de abdome exclui o diagnóstico diferencial de íleo biliar.
Apesar da paciente não ter sido submetida a cirurgias abdominais prévias, não se pode excluir as bridas e aderências como diagnóstico diferencial.
O próximo passo na avaliação desta paciente é a tomografia de abdome para definição da etiologia do quadro e investigação de possíveis sinais de sofrimento de alças intestinais.
Radiografias seriadas de abdome após administração de contraste oral hidrossolúvel podem auxiliar na escolha do tratamento para o caso.