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CERMAM - COMISSÃO ESTADUAL DE RESIDÊNCIA MÉDICA DO AMAZONAS - 2014
Paciente do sexo feminino, 45 anos, chega ao pronto-socorro com quadro de hematêmese. Apresenta história de epigastralgia em queimação com evolução de vários anos e associação com alimentos ácidos e com temperos fortes. Evoluiu há cerca de 4 meses com aumento discreto da dor e plenitude pós-prandial progressiva. Vômitos alimentares. Perda de peso de 15 kg nos últimos 2 meses. Ao exame físico, apresenta-se ansiosa, pálida, emagrecida e anictérica. O abdome é plano, flácido, com massa palpável pouco dolorosa em epigástrio. Não havia linfadenomegalias. Toque retal sem alterações. A paciente acima foi submetida à laparotomia exploradora, que evidenciou massa gástrica volumosa a nível de região pilórica não aderida a planos profundos, moderada quantidade de ascite, linfonodomegalia adjacente à aorta abdominal e lesões nodulares difusas em peritônio e mesocólon. Assinale a alternativa CORRETA:
Já que a massa gástrica é restrita ao antro e não invade planos profundos, podemos afirmar que há chance de cura para esta paciente.
A presença de ascite não interfere no prognóstico desta paciente.
A gastrectomia parcial não faz parte das opções terapêuticas para esta paciente.
Já que o paciente não apresentava linfonodo de Virchow, linfonodo de Sister Mary Joseph ou prateleira de Blummer, o prognóstico é bom.
A USG no estadiamento pré-operatório indicaria provável tratamento paliativo.