Dica do autor: A paciente apresenta um quadro clássico de síndrome geniturinária da menopausa (SGM), também conhecida como atrofia urogenital. Após a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio leva a alterações na mucosa vaginal e trato urinário inferior, resultando em secura, prurido, ardência, dispareunia, disúria, polaciúria e tenesmo vesical. Esses sintomas são frequentes, progressivos e não se resolvem espontaneamente, sendo necessários tratamento e acompanhamento.
Ao exame físico, os achados descritos, coloração rósea pálida da vagina, diminuição do pregueamento vaginal e escassa lubrificação, reforçam o diagnóstico de atrofia vaginal.
A conduta de escolha para esses casos é o uso de estriol creme vaginal, que promove reposição local de estrogênio de forma eficaz e segura, com absorção mínima e baixa ação sistêmica. Mesmo com antecedente de tromboembolismo venoso (TEV), a via tópica de estrogênio em baixa dose é considerada segura, pois não aumenta o risco trombótico de maneira significativa.
Alternativa A: INCORRETA. A terapia hormonal combinada transdérmica tem indicação em casos de sintomas vasomotores intensos ou síndrome climatérica sistêmica. No entanto, essa paciente apresenta apenas sintomas geniturinários e tem histórico de TEV, o que contraindica a terapia hormonal sistêmica.
Alternativa B: CORRETA. O estriol vaginal em creme é o tratamento de escolha para os sintomas da síndrome geniturinária da menopausa. Ele promove melhora da lubrificação, do epitélio vaginal e da flora vaginal, com absorção local mínima. Mesmo em pacientes com histórico de TEV, o uso tópico de estriol em baixa dose é considerado seguro e eficaz.
Alternativa C: INCORRETA. O metronidazol é um antimicrobiano utilizado no tratamento de vaginoses e vaginites bacterianas. Contudo, o quadro aqui é atrófico e estrogênio-dependente, sem sinais de infecção, odor fétido ou secreção patológica.
Alternativa D: INCORRETA. Hidratantes vaginais podem ser usados como adjuvantes em quadros leves ou como alternativa em mulheres que não podem usar estrogênio de nenhuma forma. No entanto, neste caso, com sintomas intensos e atrofia evidente ao exame, a reposição hormonal local é mais eficaz.
Resposta: Alternativa B