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REVALIDA - INEP - 2026
Jovem de 17 anos, previamente hígido, é levado à Unidade de Pronto Atendimento após ter sido encontrado pelos pais sonolento e com sinais de ingestão de medicamentos não conhecidos. Após a estabilização clínica inicial, o paciente está consciente, mas pouco colaborativo com a equipe médica, apresenta discurso lentificado e evasivo, dizendo estar há cerca de 3 meses com humor deprimido, perda de interesse e culpa excessiva. Ele confirma a tentativa de suicídio e diz que já vinha planejando há semanas, mas pede veementemente ao médico plantonista que mantenha sigilo total sobre a tentativa de suicídio e o motivo (alega ser vítima de bullying na escola), pois tem medo da reação dos pais, que estão aguardando na sala de espera.
Qual é a conduta adequada no contexto desse atendimento?
Manter o sigilo sobre a tentativa de suicídio e os sintomas depressivos preservando o vínculo com o paciente, iniciar o tratamento farmacológico com um inibidor seletivo da recaptação de serotonina e solicitar parecer da psiquiatria.
Quebrar o sigilo com os pais, porém informar que se trata apenas de uma intoxicação medicamentosa, iniciar o tratamento farmacológico com um inibidor seletivo da recaptação de serotonina e solicitar o parecer da psiquiatria.
Quebrar o sigilo com os pais sobre a tentativa de suicídio e a real gravidade do risco, avaliar as opções de seguimento, verificando se há possibilidade de vigilância domiciliar ou necessidade de hospitalização.
Manter o sigilo sobre a tentativa de suicídio e os sintomas depressivos preservando o vínculo com o paciente, iniciar a avaliação formal do risco de suicídio e providenciar o encaminhamento para internação psiquiátrica em regime compulsório.