Dica do autor: A descrição apresentada é clássica da síndrome do desfiladeiro torácico (SDT), condição causada pela compressão das estruturas neurovasculares que atravessam o estreito superior do tórax. Trata-se de uma entidade que pode acometer plexo braquial, artéria subclávia e veia subclávia, dependendo do local exato da compressão.
Anatomicamente, três regiões são fundamentais para entender essa síndrome:
• Triângulo interescaleno – delimitado pelos músculos escaleno anterior e médio e pela primeira costela; por onde passam o plexo braquial e a artéria subclávia.
• Espaço costoclavicular – entre a clavícula e a primeira costela; local mais associado à compressão da veia subclávia.
• Espaço subcoracoide (ou subpeitoral) – abaixo do processo coracoide; pode comprimir artéria, veia e nervos.
Embora o enunciado mencione ser mais comum em mulheres de meia-idade, na prática clínica observa-se maior prevalência em mulheres jovens e de meia-idade, especialmente quando há alterações anatômicas predisponentes como costela cervical, hipertrofia muscular ou sequelas traumáticas.
Clinicamente, a SDT pode ser classificada em:
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Neurogênica (mais comum)
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Venosa
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Arterial
Alternativa A: INCORRETA. O pectus excavatum é uma deformidade da parede torácica anterior, caracterizada por depressão do esterno, não relacionada à compressão neurovascular do desfiladeiro torácico.
Alternativa B: INCORRETA. A síndrome da veia cava superior decorre de obstrução da veia cava superior, geralmente por neoplasias ou trombose, causando edema facial e circulação colateral, não envolvendo o plexo braquial nem as regiões anatômicas descritas.
Alternativa C: CORRETA. A descrição anatômica e fisiopatológica corresponde exatamente à síndrome do desfiladeiro torácico, com compressão de estruturas no triângulo interescaleno, espaço costoclavicular e região subcoracoide.
Alternativa D: INCORRETA. A chamada “síndrome da subclávia aberrante” não corresponde à descrição apresentada e geralmente se refere a alterações anatômicas arteriais específicas, como artéria subclávia aberrante com disfagia lusória.
Resposta: Alternativa C