Pratique questões de medicina
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Durante uma enfermaria de reabilitação neurológica, uma paciente de 37 anos com esclerose múltipla progressiva é avaliada por apresentar rigidez muscular persistente e espasmos involuntários nos membros inferiores, dificultando atividades básicas como vestir-se ou caminhar. A equipe médica considera o uso de um relaxante muscular de ação central. No entanto, um residente confunde os conceitos e propõe o uso de bloqueadores neuromusculares periféricos, o que leva o preceptor a iniciar uma discussão sobre a definição farmacológica e o local de ação dos medicamentos indicados para espasticidade de origem central.
Considerando a situação clínica e os conceitos farmacológicos envolvidos, qual das alternativas abaixo define corretamente os relaxantes musculares de ação central e os distingue de outros agentes neuromusculares?
São medicamentos que atuam predominantemente no sistema nervoso central, modulando a excitabilidade de neurônios motores superiores e interneurônios espinhais, sem bloquear diretamente a placa motora.
São substâncias de ação periférica que antagonizam competitivamente os receptores nicotínicos na junção neuromuscular, promovendo paralisia flácida útil em procedimentos anestésicos prolongados.
São agentes antiespasmódicos que agem por inibição direta da acetilcolinesterase, aumentando a concentração de acetilcolina e promovendo relaxamento muscular reflexo.
São medicamentos que atuam nos músculos esqueléticos por interferência no ciclo actina-miosina, inibindo diretamente a contração muscular voluntária em pacientes com contraturas mecânicas.
São compostos de ação central que bloqueiam a transmissão colinérgica nos gânglios autonômicos, sendo preferidos para espasmos musculares associados a distonias periféricas.