Dica do autor: Em lactentes, o estado emocional influencia diretamente a qualidade do exame físico. Examinar um bebê em jejum, especialmente antes da mamada matinal, pode desencadear choro intenso e agitação devido à fome, o que leva ao aumento da liberação de catecolaminas, alterando parâmetros como frequência cardíaca e respiratória. Isso dificulta a ausculta cardíaca e pulmonar, prejudica a avaliação de sopros e sons respiratórios finos e compromete a cooperação. Por isso, recomenda-se realizar o exame após a mamada ou quando o bebê está calmo, garantindo achados mais fidedignos e evitando interpretações erradas dos sinais vitais.
Alternativa A: INCORRETA. A hipoglicemia grave não é um risco comum apenas por estar em jejum para o exame físico de rotina.
Alternativa B: INCORRETA. A avaliação neurológica não é o foco principal do impacto do jejum; o problema central é a irritabilidade que altera sinais vitais e ausculta.
Alternativa C: INCORRETA. As medidas antropométricas não sofrem alteração significativa pela alimentação prévia.
Alternativa D: INCORRETA. O risco de regurgitação está mais associado ao exame logo após a mamada, não ao jejum.
Alternativa E: CORRETA. O choro e a liberação de catecolaminas pela fome alteram sinais vitais e dificultam a cooperação, comprometendo a ausculta e a fidedignidade do exame.
Resposta: Alternativa E
Referências:
- MARCDANTE, Karen J.; KLIEMAN, Robert M. Nelson: Pediatria Essencial. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2023.
- KLIEGMAN, Robert M. et al. Nelson: Tratado de Pediatria. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
- MILLER, Charles A.; HAMID, Rabia. Physical Examination of Infants and Children. In: RUDOLPH, Abraham M. Rudolph’s Pediatrics. 23. ed. New York: McGraw Hill, 2022.
