Dica do autor: A palpação de linfonodos em crianças é comum devido à alta exposição a antígenos, mas características específicas ajudam a diferenciar linfonodomegalia reativa de achados de alerta. Um linfonodo cervical com 3 cm, endurecido, pouco móvel e indolor ultrapassa os limites fisiológicos (geralmente até 1,5–2 cm em região cervical) e apresenta características suspeitas para processos neoplásicos, como linfoma ou metástases. A conduta correta é investigação imediata, com exames laboratoriais (hemograma, LDH) e de imagem (ultrassonografia ou TC) e, se necessário, encaminhamento para avaliação especializada.
Alternativa A: INCORRETA. Linfonodos até 3 cm não são sempre fisiológicos; acima de 2 cm, endurecidos e pouco móveis, são sinais de alerta.
Alternativa B: INCORRETA. Linfonodos endurecidos e indolores não são típicos de infecção bacteriana aguda, que geralmente cursa com dor, calor e mobilidade aumentada.
Alternativa C: INCORRETA. Acompanhamento sem investigação pode atrasar diagnóstico de doenças graves como linfoma.
Alternativa D: CORRETA. Linfonodo >2 cm, endurecido e pouco móvel requer investigação imediata, pois é sugestivo de neoplasia, como linfoma.
Alternativa E: INCORRETA. Linfonodomegalia reativa viral geralmente é móvel, dolorosa e <2 cm; apenas USG de controle não é suficiente.
Resposta: Alternativa D
Referências:
- MARCDANTE, Karen J.; KLIEMAN, Robert M. Nelson: Pediatria Essencial. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2023.
- KLIEGMAN, Robert M. et al. Nelson: Tratado de Pediatria. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
- ROSO, Camila; DE PAULA, Letícia; SILVA, Mariana. Abordagem diagnóstica da linfadenopatia cervical em pediatria. Jornal de Pediatria, v. 96, n. 3, 2020.
