Dica do autor: A anestesia locorregional na Atenção Primária exige três pilares fundamentais: escolha adequada do anestésico, técnica correta de infiltração e respeito à dose máxima segura. Falhas nesses pontos estão diretamente associadas a complicações como dor excessiva, falha anestésica e toxicidade sistêmica (LAST).
A infiltração em tecido inflamado, como no centro de abscessos, é menos eficaz devido ao pH ácido local, que reduz a ação do anestésico. Por isso, a técnica preferencial é o bloqueio ao redor da área a ser manipulada, infiltrando em tecido saudável.
Além disso, a aspiração antes da injeção é medida essencial para evitar administração intravascular acidental. O uso de vasoconstritor não é liberado para “qualquer região”, devendo-se ter cautela em áreas com circulação terminal ou comprometimento vascular.
Por fim, a escolha do anestésico não depende apenas da duração do procedimento, mas também da região anatômica, vascularização local, necessidade de hemostasia e perfil do paciente.
Alternativa A: INCORRETA. Lidocaína com vasoconstritor não deve ser utilizada indiscriminadamente em qualquer região anatômica, devendo haver cautela em áreas com circulação terminal ou risco vascular.
Alternativa B: INCORRETA. A infiltração direta no centro de áreas infectadas não é técnica preferencial, pois o meio ácido reduz a eficácia do anestésico.
Alternativa C: INCORRETA. A ausência de aspiração aumenta o risco de injeção intravascular e possíveis complicações sistêmicas.
Alternativa D: INCORRETA. A escolha do anestésico não deve se basear apenas na duração do procedimento; deve considerar também região anatômica e perfil do paciente.
Alternativa E: CORRETA. O bloqueio ao redor da área a ser manipulada, evitando infiltração em tecido inflamado e respeitando limites de dose, reduz dor, necessidade de reaplicação e risco de eventos adversos.
Resposta: Alternativa E