Pratique questões de medicina
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Durante a avaliação de um ECG de um paciente de 52 anos com dispneia aos esforços, observa-se um complexo QRS com morfologia rSR’ em V1, R ampla em V6 e eixo elétrico dentro da normalidade. As derivações dos membros apresentam padrão sem alterações significativas. Após suspeita de bloqueio de ramo, o cardiologista revisa a colocação dos eletrodos e constata que os eletrodos de V1 e V2 foram posicionados no segundo espaço intercostal, enquanto os demais estavam corretamente colocados.
Com base no papel das derivações no plano horizontal e na representação anatômica do QRS nas diferentes regiões do miocárdio, qual a interpretação mais apropriada dessa situação?
A inversão da morfologia do QRS em V1 e V2 representa padrão de pré-excitação septal, independentemente da posição do eletrodo.
A alteração do posicionamento dos eletrodos precordiais não interfere significativamente na morfologia do QRS, desde que o plano frontal esteja preservado.
A posição elevada de V1 e V2 reduz a sensibilidade para detecção de sobrecarga ventricular direita, mas não simula bloqueios de ramo.
A morfologia rSR’ em V1 e R ampla em V6 são suficientes para diagnóstico de bloqueio completo do ramo direito, independentemente da posição dos eletrodos.
O deslocamento cranial de V1 e V2 pode simular bloqueio de ramo direito, ao modificar a projeção vetorial da despolarização septal anterior.