Dica do autor: O jejuno e o íleo são partes do intestino delgado, responsáveis pela absorção da maior parte dos nutrientes. A inervação simpática dessas alças intestinais provém de fibras pré-ganglionares originadas nos segmentos torácicos inferiores da medula espinal (T8–T10). Esses axônios passam pelos nervos esplâncnicos abdominopélvicos e fazem sinapse no gânglio mesentérico superior. A partir daí, fibras pós-ganglionares acompanham os vasos sanguíneos mesentéricos superiores para atingir o jejuno e o íleo. A ação simpática promove vasoconstrição, inibição da motilidade intestinal e redução da secreção digestiva, contribuindo para o redirecionamento do fluxo sanguíneo em situações de estresse (resposta de “luta ou fuga”). Já a inervação parassimpática dessas alças provém do nervo vago (X par craniano), que estimula o peristaltismo e a secreção intestinal.
Alternativa A: INCORRETA. Os segmentos T5–T9 dão origem principalmente aos nervos esplâncnicos maiores, que suprem o estômago, fígado, pâncreas e duodeno proximal, não o jejuno e íleo.
Alternativa B: CORRETA. As fibras simpáticas para o jejuno e íleo se originam de T8–T10, passando pelo gânglio mesentérico superior antes de alcançar as alças intestinais.
Alternativa C: INCORRETA. Os segmentos T12–L2 participam da inervação simpática do intestino grosso (cólon descendente, sigmoide e reto) via plexo hipogástrico, e não do jejuno e íleo.
Alternativa D: INCORRETA.L3–L5 não fornecem fibras simpáticas para o tubo digestivo, estando mais relacionados ao plexo lombossacral e inervação de membros inferiores.
Alternativa E: INCORRETA.S2–S4 correspondem ao parassimpático sacral, responsável pela inervação parassimpática do intestino grosso distal (cólon sigmoide e reto), e não pela inervação simpática do intestino delgado.
Resposta: Alternativa B
Referências:
Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Anatomia orientada para a clínica (7ª ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
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