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AMS - LONDRINA - AUTARQUIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE LONDRINA - 2021
A hipertensão arterial é um tema muito estudado durante a faculdade e temos a sensação de ser fácil de abordar e tratar. Porém, na prática, cada paciente hipertenso tem suas especificidades, relação com a doença, entendimento da necessidade de tratamento, experiências e expectativas. Por se tratar de uma doença crônica e muitas vezes associada a outras patologias, o conhecimento das opções de tratamento faz-se necessário para evitar iatrogenias e até usar seus possíveis efeitos colaterais a favor do paciente e de suas comorbidades. Sobre os anti-hipertensivos é INCORRETO afirmar que:
Os betabloqueadores, via de regra, não são primeira escolha para tratamento de hipertensão em monoterapia. Podem ser benéficos e necessários em pacientes com insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, portadores de tremor essencial e enxaqueca.
O IECA e os BRA evitam remodelamento cardíaco, preservam função renal e podem ser utilizados no tratamento da proteinúria.
Os diuréticos tiazídicos e os diuréticos de alça são ótimas opções para iniciar tratamento da hipertensão em monoterapia.
A associação de anti-hipertensivos pode ser classificada como usual e não usual. Associar um IECA e um BRA é considerada uma associação não usual, e, por sua vez, associar um IECA e um diurético tiazídico é considerada uma associação usual.
Os BCC (bloqueadores do canal de cálcio podem fazer edema maleolar em uma porcentagem de pacientes e associar um diurético de alça para melhorar esse edema não é uma prática médica considerada adequada.