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A dificuldade em atingir o orgasmo pode ser multifatorial, mesmo quando o desejo e a excitação estão preservados. Questões culturais, insegurança, educação sexual limitada e mitos sobre sexualidade feminina frequentemente dificultam que mulheres reconheçam suas próprias respostas corporais e desenvolvam repertório erótico saudável.
Em meio a esse contexto, uma paciente de 29 anos, sem comorbidades e em relacionamento afetivo estável, relata ao ginecologista que consegue se excitar, lubrificar normalmente e sente prazer durante as relações, mas nunca chegou a ter um orgasmo, apesar de diversas tentativas, inclusive com masturbação. Ela demonstra frustração com a situação e deseja entender o que pode estar acontecendo. Nega dor, uso de medicamentos ou episódios traumáticos.
Diante do exposto, qual o diagnóstico mais compatível?
Transtorno de desejo sexual hipoativo, pela ausência de iniciativa sexual e excitação diminuída.
Dispareunia superficial, por apresentar dificuldade em manter o ato sexual completo.
Transtorno orgástico feminino, pela incapacidade persistente de atingir orgasmo, apesar de excitação presente.
Transtorno de excitação sexual feminina, evidenciado por ausência de lubrificação e estímulo genital adequado.
Transtorno de aversão sexual, com forte rejeição e ansiedade em relação ao contato íntimo.